Hoje, 10/03/2022, no fórum da cidade, acontece a primeira audiência do caso do assassinato do jovem Romário Costa Ramos, na época com 30 anos. Romário foi baleado na madrugada do dia 24 de outubro do ano de 2021, quando estava trabalhando em um cerimonial em Ecoporanga.
O autor do crime foi o policial militar Olinto Marcial Jardim Júnior, também de 30 anos, que atuava no 7º Batalhão de Cariacica. Ele está preso no Quartel da Polícia Militar, em Vitória.
Segundo o boletim de ocorrência registrado pela PM, durante a festa, o soldado teria tido um desentendimento com um jovem dentro de um banheiro no local. Esse rapaz chegou a relatar à PM que o suspeito do crime havia mostrado uma arma para ele. Em seguida, segundo, testemunhas, o soldado foi até o carro dele e, quando passava pela porta de entrada do cerimonial para retornar, Romário tentou argumentar para que ele não entrasse armado na festa.
Neste momento é que teria acontecido o disparo que atingiu o jovem. Romário chegou a ser socorrido e foi encaminhado para o Hospital Fumatre, em Ecoporanga. Ele recebeu os primeiros socorros e foi transferido para o Hospital Estadual Alceu Melgaço filho, que fica em Barra de São Francisco, mas não resistiu aos ferimentos e morreu.

Após a confusão, o militar fugiu do local, e somente no dia seguinte se apresentou ao Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), em Vitória, onde já ficou recolhido em razão da decretação de sua prisão pelo Poder Judiciário.
Em sua versão sobre os fatos o policial alega que após uma confusão houve um disparo acidental de sua arma de fogo. Porém, testemunhas relatam que não foi isso que aconteceu, alegam que o policial estava ingerindo bebidas alcóolicas na festa, estava visivelmente embriagado, e que o tiro foi intencional contra Romário.
Olinto está sendo acusado pelo Ministério Público Estadual pela prática do crime de homicídio qualificado. A família da vítima, que clama por Justiça, constituiu o advogado criminal Raony Fonseca Scheffer Pereira para também atuar no caso como assistente de acusação.
Na audiência de hoje serão ouvidas as testemunhas de acusação e da defesa, e, ao final, o acusado poderá também ser interrogado caso todas as testemunhas já tenham sido ouvidas, ou marcada nova data para o seu interrogatório.
Romário deixou uma esposa e três filhas pequenas. Ele era uma pessoa muito querida e extremamente conhecida em Ecoporanga. O crime chocou a comunidade ecoporanguense e causou grande comoção social em todo o Estado do Espírito Santo, virando manchete no site Agitaeco e grandes veículos de comunicação.











































